A XP Asset pretende ampliar sua presença nos mercados de crédito privado e de ETFs, que foram apontados pelo CEO da gestora, Leandro Bousquet, como duas das principais frentes de crescimento no curto prazo. Em entrevista ao Clube FII durante evento do GRI, o executivo afirmou que a estratégia envolve a expansão da oferta de fundos de índice, o fortalecimento da atuação em crédito estruturado e o aproveitamento da estrutura setorial da gestora para originar e analisar operações em segmentos como imobiliário, infraestrutura, agronegócio entre outros Clique aqui e assista na íntegra.
Leandro Bousquet, CEO da XP Asset, destaca nova fase da gestora
Segundo Bousquet, a XP Asset administra cerca de R$ 280 bilhões distribuídos em 13 verticais de investimento, que incluem mercado imobiliário, crédito, ETFs, venture capital e outras estratégias. Ele afirmou que a estrutura permite atuação independente dentro do grupo XP e amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos produtos. Ao comentar o cenário atual para a indústria de investimentos, o executivo disse que o ambiente de captação continua desafiador, exigindo alternativas para viabilizar novas ofertas. Entre as iniciativas, citou estruturas com troca de cotas, além da utilização de cotas sênior e subordinadas em determinadas operações.
Na frente de investimentos líquidos, Bousquet apontou os ETFs como uma das principais apostas da gestora. Segundo ele, a XP Asset ampliou sua oferta de seis para 22 fundos negociados em bolsa ao longo do último ano e pretende encerrar o ano com cerca de 30 ETFs disponíveis. O executivo também afirmou que a expansão desse mercado depende do avanço da educação financeira dos investidores. Na avaliação dele, os ETFs ainda apresentam menor penetração no Brasil quando comparados a mercados internacionais, o que abre espaço para crescimento da indústria. "É uma forma de investir relativamente nova, pouco penetrada no mercado brasileiro, quando você compara com outras economias", ressalta.
No segmento de investimentos alternativos, Bousquet destacou o crédito privado, especialmente operações de crédito estruturado, tendo em vista que a XP Asset organiza suas equipes por setores, como imobiliário, infraestrutura, agronegócio e special situations, permitindo que profissionais especializados atuem tanto em operações de dívida quanto de equity. De acordo com o CEO, esse modelo contribui para a análise dos ativos utilizados como garantia nas operações de crédito privado e para a originação de novas oportunidades de investimento.
"Como nesse mercado de crédito privado o mais importante é o ativo que está dado em garantia, muito mais até do que o balanço e o risco de crédito do emissor, você ter o time especializado sendo capaz de dar preço para os ativos é super importante. Não só isso, mas também ser uma fonte de originação de oportunidades, dado que está em contato com os players do setor. Então, essa é uma grande aposta", completa.
Bousquet também citou a aquisição da gestora Augme como parte da estratégia de expansão nessa frente. Segundo ele, a incorporação da equipe liderada por Marcelo Urbano reforçou a capacidade da XP Asset em operações de crédito estruturado e high yield.