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    Déficit de galpões limita avanço da logística refrigerada

    Com vacância logística na mínima histórica, operadores recorrem a projetos sob medida para atender exigências

    Por SiiLA
    sexta-feira, 24 de julho de 2026 Atualizado 7 horas atrás

    Consumo interno e exportação impulsionam o crescimento da logística refrigerada no país, que atende desde produtos do agro à indústria farmacêutica, porém as empresas que atuam no setor dependem cada vez mais de criatividade e inovação para se adaptarem a falta de estrutura e espaços para suas demandas em território nacional. Segundo a Fortune Business Insights, o mercado global de refrigerados foi avaliado a cerca de US$ 4,46 bilhões em 2025, com a previsão de chegar até a US$ 8,34 bilhões até 2034, entrando em uma crescente impulsionada por alimentos, fármacos, sementes e produtos industriais.


    Para Marcelo Ostrowski, diretor comercial Brasil da Emergent Cold LatAm, o país responde esse aumento com entusiasmo e protagonismo, mas debates para o desenvolvimento de uma infraestrutura específica para abrigar as operações ainda têm pouco espaço. Galpões refrigerados representam 14,16% dos mais de 37 milhões m² do Brasil, com predominância no Sudeste, que concentra 81,6% da ABL total. O diretor destaca que as localizações refletem diretamente as necessidades de uma estrutura de refrigerados, como a qualidade da rede elétrica e mão de obra especializada, licenças e permissões de órgãos sanitários. No entanto, o que mais pesa para a expansão é a disponibilidade de ativos qualificados.

     

    Déficit de galpões limita avanço da logística refrigerada
    Marcelo Ostrowski, diretor comercial Brasil da Emergent Cold LatAm


    "Existe escassez de ativos com as especificações técnicas certas, especialmente fora dos grandes centros logísticos. Operações que tentam emitir permissões e licenças depois da construção encontram obstáculos maiores". A demanda crescente não acompanha a disponibilidade de espaços, que já sofre de escassez geral. Dados do Market Analytics da SiiLA mostram a luta por inquilinos para ocuparem ativos qualificados, uma vez que a vacância caiu para 4,42%, o menor nível da história. Outra característica é a concentração de ativos refrigerados classe A+ para esse perfil de operação, com mais de 2 milhões m² do total de 5,3 milhões m².


    A adaptação de espaços já existentes nem sempre é efetiva, já que mesmo com grandes investimentos para readequação de espaços, as necessidades técnicas tendem a barrar em pontos estruturais do projeto original, fazendo com que o BTS seja a opção mais viável. "Em muitos casos, a infraestrutura existente foi projetada para uma realidade diferente da atual e não acompanha o crescimento do volume movimentado nem as novas exigências dos clientes em termos de eficiência, rastreabilidade e sustentabilidade", comenta Ostrowski.


    O cenário desafiador pede investimentos por uma lógica em cadeia que abrange localização e infraestrutura ampla em outros pontos do país. Marcelo destaca que a necessidade é um forte propulsor para que o mercado direcione esforços aos setores.

     

    Conteúdo originalmente produzido em SiiLA, parceiro do Clube FII.


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