Multifamily chega ao Distrito Federal com primeiro empreendimento da Luggo em Brasília
Setor ultrapassa 11 mil unidades no Brasil e avança para novas regiões; primeiro empreendimento multifamily de Brasília será lançado pela Luggo

O setor de multifamily no Brasil já superou a marca de 11 mil unidades, totalizando uma área ocupada de mais de 512 mil m². Embora o mercado esteja concentrado em São Paulo, há empreendimentos também em Minas Gerais, Paraná e outros estados do Sul e Sudeste. Em 2025, o segmento dará um novo passo em sua expansão territorial, chegando ao Distrito Federal.

A Luggo, plataforma especializada no segmento, está lançando seu primeiro empreendimento multifamily em Brasília, a unidade Samambaia. O ativo segue os padrões da marca, oferecendo serviços como lavanderia, mercado, diarista e unidades mobiliadas. No entanto, o maior destaque do projeto não está apenas em sua estrutura, mas no marco que representa para o setor, inaugurando oficialmente o mercado brasiliense de multifamily.
Mauro Lima, sócio-diretor do Inter Asset, conta que a cultura brasileira ainda enfrenta desafios, mesmo assim o multifamily está sendo aceito, assim como é visto em outros países.
"No Brasil, a cultura da casa própria ainda é muito presente, diferentemente dos Estados Unidos, onde a prioridade é a qualidade de vida. Lá, as pessoas buscam morar bem, próximas ao trabalho, ao lazer e à escola dos filhos, sem o mesmo apego ao tijolo. Mas no Brasil, essa mentalidade vem mudando gradualmente", conta.
Tendência global e crescimento no Brasil
O crescimento do mercado de multifamily não é um fenômeno isolado no Brasil. Nos Estados Unidos, segundo um relatório do Banco Inter, o segmento teve um salto expressivo após a pandemia, com o total de unidades vendidas alcançando 35,7% de crescimento. Hoje, aproximadamente 30% do estoque imobiliário norte-americano corresponde a imóveis multifamily.
No Brasil, o crescimento contínuo do setor já é visível. Mesmo com o aumento trimestral na entrega de novos empreendimentos, a taxa de ocupação segue em alta, demonstrando forte demanda.
"Nos Estados Unidos, o setor de multifamily já supera tanto os shopping centers quanto os escritórios, consolidando-se como o maior segmento imobiliário. Vejo um crescimento sólido nesse mercado, mas determinar a inclinação exata dessa curva é um desafio, pois diversos fatores econômicos influenciam esse movimento. O primeiro trimestre tem se mostrado particularmente desafiador, o que adiciona incertezas. Ainda assim, uma coisa é certa: a trajetória de crescimento do multifamily é inegável”, explica o sócio-diretor do Inter Asset.
Entre o segundo e o quarto trimestre de 2024, o número de unidades saltou de 9,9 mil para 11,1 mil, com a entrega de 13 novas torres, somando 1,8 mil unidades adicionais ao mercado.
Multifamily é um investimento rentável?
O INRD11, fundo de investimento imobiliário que possui diversos empreendimentos da Luggo em seu portfólio, vem registrando bons resultados financeiros. No último relatório gerencial, o FII reportou uma ocupação de 94,1%, além de uma receita bruta recorde de R$ 1,02 milhão. O desempenho garantiu dividendos de R$ 0,62 por cota, elevando o dividend yield anualizado para 11,8%.
"A rentabilidade tem se mantido sólida. Nos Estados Unidos, considera-se que uma vacância saudável gira em torno de 15%, enquanto no Brasil esse patamar é de aproximadamente 5%. Isso ocorre porque o aluguel replace-ou seja, o valor pedido para o próximo locatário-tende a ser ligeiramente superior ao contrato anterior. Dessa forma, a troca de locatário não apenas mantém a ocupação estável, mas também gera uma captura de valor para o fundo”, revela Lima.
Ao analisar seis Fils, de acordo com o Clube FII, os fundos voltados para esse tipo de locação residencial possuem uma média de distribuição de Yield de 7,98%, com uma liquidez média diária atual de R$ 85 mil e um valor de mercado médio de R$ 72.1 milhões.