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    Após alta dos FIIs em março, o que esperar para abril?

    Analista do Clube FII aponta quais ativos podem ser favorecidos no cenário atual

    Por Jessica Melo
    quinta-feira, 3 de abril de 2025 Atualizado ontem

    Os Fundos Imobiliários (FII) seguem a trajetória de recuperação, com variação positiva do indicador de referência no mês passado. O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) registrou alta de 6,14% em março, maior variação em um único mês desde dezembro de 2021, acumulando alta de 6,32% em 2025. Mas o que significa essa valorização, e será que este é o momento certo para investir?

    “Essa alta do índice nos chama atenção principalmente porque não vemos uma correlação direta entre a recuperação das cotações e os fundamentos macroeconômicos. Seguimos ainda sem sinais claros de melhora no cenário fiscal, como podemos observar pelo movimento da curva de juros, que apesar de lateralizada, segue no alto patamar em torno de 7,4%”, destaca Lana Santos, analista do Clube FII.

     

    Após alta dos FIIs em março, o que esperar para abril?

     

    A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IBGE) também segue pressionada e economistas consultados pelo Banco Central esperam que o índice alcance 5,65% ao final de 2025, de acordo com o Boletim Focus. Isso, segundo a especialista, “corrobora com a expectativa do mercado de uma Selic em torno de 15% ao final do ano, como um reflexo da busca do Banco Central de alcançar a meta contínua de inflação, que é de 3%”.

    Em fevereiro, a inflação subiu 1,31%, com o fim da incorporação do bônus da Itaipu nas faturas de energia elétrica, fator que vinha segurando a inflação em dezembro e janeiro, chegando a 5,06% em doze meses.

     

    Com cenário macro ainda pressionado, o que motivou a alta do IFIX em março?

     

    A elevação do IFIX no mês de março representa mais uma correção do exagero frente às quedas expressivas das cotações no final de 2024 do que uma sólida virada de mercado, na visão de Lana Santos. “Possivelmente os investidores passaram a reconhecer o que vínhamos dizendo há meses: os FIIs estavam baratos demais para serem ignorados”, ressalta a analista.

     

    Entre os destaques, estiveram os fundos de papel, que investem em Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), um investimento de renda fixa que financia o setor imobiliário e tem suas receitas atreladas aos juros ou à inflação. Para saber quais fundos tiveram o melhor desempenho em março, considerando a variação da cota e distribuições de dividendos, acesse o ranking publicado no site aqui.

     

    Entre movimentações representativas em março, algumas foram noticiadas pelo Clube FII:

     

    Quais classes de ativos são favorecidas no cenário atual?

     

    No cenário macroeconômico atual, com taxa de juros e inflação em patamares elevados, os fundos de papel são beneficiados devido à sua correlação com esses indicadores, com impacto positivo nos rendimentos distribuídos, segundo a analista do Clube FII.

     

    “Com isso, essa classe de FIIs tende a ser a primeira a fechar o gap de preços, ou seja, a reduzir o nível de desconto com que as cotas negociam na bolsa em relação ao valor patrimonial”.

     

    Ainda que essa classe de ativos seja beneficiada e mesmo com variação positiva no índice IFIX por dois meses seguidos, os fundos de papel seguem descontados. “Os FIIs de papel seguem negociando com desconto médio de 5% das cotas em relação ao valor patrimonial. Isso demonstra que, apesar das recentes altas do mercado, os FIIs continuam baratos, e são uma excelente opção de investimento”, orienta a analista.

     

    O que esperar para o mês de abril?

     

    Como a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está agendada somente para maio, nos dias 6 e 7 de maio, quando o colegiado define o rumo da taxa de juros, os investidores podem monitorar, em abril, indicadores que podem influenciar no mercado de FIIs no curto prazo, como o IPCA e o IGP-M, que serão divulgados em 11 e 29 de abril, respectivamente.

     

    “Sobre perspectivas para abril, esperamos que os fundos de papel sigam em destaque dado o cenário macro, enquanto os FIIs de tijolo que estiverem ainda muito descontados podem ser beneficiados pelo movimento de correção do mercado”, conclui a especialista do Clube FII, lembrando do cenário de inflação elevada.

     

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