ETFs de FIIs que pagam dividendos: Vale a pena investir?
Lana Santos, analista do Clube FII, elenca principais vantagens e desvantagens deste tipo de ativo

Após a B3, que opera a bolsa de valores brasileira, liberar a listagem de Exchange Traded Funds (ETFs) de Fundos Imobiliários (FIIs) com distribuição de proventos, investidores poderão contar com a valorização do ativo e receber remuneração por meio dessa alocação. Mas optar por este tipo de estratégia depende do perfil de cada investidor, considerando as vantagens e desvantagens.
Como ainda não há um ETF de FII que pague rendimentos listado, será preciso aguardar o lançamento dos produtos para alocação e acompanhamento da performance. Antecipando essa nova opção, Lana Santos, analista de Fundos Imobiliários do Clube FII, elencou os principais pontos de atenção para o investidor.
Acompanhe um resumo do conteúdo abaixo e, caso queira ver a análise completa, ou assista o vídeo na íntegra.
Quais as vantagens e desvantagens?
Entre as vantagens do investimento via ETFs de FIIs que pagam proventos, estão a diversificação, além da precificação em um valor mais justo em relação ao valor patrimonial, pois estes ativos não teriam desconto, diferente dos FIIs, compara a analista.
Em relação aos FIIs, os ETFs também possuem uma vantagem em relação aos custos. Por terem uma gestão passiva, suas taxas de administração tendem a ser menores do que as taxas de administração cobradas em um FII com gestão ativa.
Além disso, através dos ETFs que pagam dividendos, o investidor poderia contar com o rebalanceamento automático das posições em relação ao índice de referência e receber renda passiva mensalmente. “Esse ativo une as melhores características de um ETF com a melhor característica do fundo imobiliário, que é justamente a renda passiva”, ressalta Santos.
Por outro lado, seria preciso reinvestir os rendimentos visando ampliar os retornos, para que os ganhos não percam para a inflação ao longo do tempo.
Outra desvantagem estaria relacionada à tributação. Enquanto os fundos imobiliários possuem dividendos isentos, com tributação de 20% sobre o ganho de capital, no caso dos ETFs de FIIs, a remuneração é taxada em 15%, além da tributação de 20% nos lucros. “Esse provavelmente é um certo tiro no pé e que vai afastar muitas pessoas desse tipo de investimento”.
Investir via ETF ou direto em FIIs?
Caso o investidor queira maior diversificação dentro do mercado imobiliário e busque maior simplicidade nos investimentos, o ETF pode ser uma boa opção, na visão da especialista, ponderando para a tributação deste tipo de ativo.
“Se o investidor não quiser acompanhar o mercado, fazer escolha de ativos, rebalanceamento de carteira, reinvestir os dividendos, ter o trabalho de acompanhar mais de perto a sua carteira, um ETF de FIIs pode ser uma excelente opção de ter exposição ao mercado imobiliário, seguindo algum índice e ainda ter o pagamento de renda passiva caso escolha um ETF que pague dividendos”, completa.
No entanto, se o investidor prioriza o recebimento de renda passiva e está disposto a acompanhar mais o mercado, a alocação diretamente nos FIIs pode ser mais vantajosa, tendo em vista que a maior parte do retorno total do IFIX desde seu lançamento vem dos dividendos, não da valorização das cotas.
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