Eletrobras chega em São Paulo e loca 4.5 mil m² para novo escritório no Complexo Parque da Cidade
Informações exclusivas da SiiLA mostra que a companhia está ocupando dois andares da torre Paineira. Empresa ocupa atualmente mais de 27 mil m² no Rio de Janeiro

Uma apuração exclusiva da SiiLA mostra que a Eletrobras está chegando ao mercado de escritórios paulista. A companhia de energia acaba de alugar dois andares no Complexo Parque da Cidade, da Brookfield. A transação foi registrada na torre Paineira, onde a companhia ocupará cerca de 4.5 mil m² de área no quinto e sexto andar.

Dados da plataforma Market Analytics, da SiiLA, indicam um Valor de Mercado de R$ 89,66/m², no ativo, que tem entre seus ocupantes a incorporadora Tegra, a Elera (de energias renováveis), a Accenture, e a própria Brookfield, proprietária da torre.
Esse é o primeiro escritório de alto padrão da Eletrobras em São Paulo, que até então concentrava suas operações no Rio de Janeiro. Nos escritórios cariocas, a SiiLA monitora a ocupação total de 27.8 mil m² pela empresa. Procurada pelo REsource, a Eletrobras não comentou até o fechamento dessa reportagem.
A Chucri Zaidan
Foto: Divulgação
A Chucri Zaidan é hoje a maior região de escritórios de São Paulo, com um estoque que ultrapassa os 900 mil m² de área em empreendimentos de Classes A+, A e B. Os dados da plataforma da SiiLA indicam que a região fechou o ano de 2024 com uma taxa de vacância de 21,28%, uma queda de 6% pontos percentuais quando comparado com o fim de 2023, quando a taxa estava em 27,72%.
O Parque da Cidade é o maior complexo corporativo, somando seis torres de escritórios, sendo cinco delas de alto padrão.
A empresa
Fundada em 1962, a Eletrobras é a maior empresa de energia elétrica da América Latina. A empresa foi criada pelo governo federal para centralizar investimentos e expandir a infraestrutura elétrica do país.
Durante décadas, controlou grande parte da geração, transmissão e distribuição de energia elétrica do país, administrando subsidiárias como Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul. Nos anos 1990, com as privatizações promovidas pelo governo, algumas distribuidoras foram vendidas, mas a holding manteve sua importância estratégica.
Por conta de dificuldades financeira que deram início em 2012, sua privatização foi concluída em 2022, quando o governo reduziu sua participação na empresa, tornando-a uma companhia de capital privado, embora a União mantenha um "golden share" para decisões estratégicas.