Cinco anos depois: quais regiões de São Paulo se recuperaram da pandemia?
Análise exclusiva do Market Analytics mostra a taxa de vacância antes, durante e depois da pandemia de Covid-19

Os escritórios em São Paulo enfrentaram uma de suas maiores crises durante a pandemia. Com o avanço do lockdown, muitas empresas optaram por abandonar o espaço físico. No entanto, com o fim das medidas sanitárias e a retomada da economia, o cenário voltou a ser mais favorável para os proprietários de escritórios corporativos.
O pior momento foi o terceiro trimestre de 2021, quando a taxa de vacância atingiu 22,5%. Esse índice chegou a ser superado em 2023, mas o aumento ocorreu devido à entrega de novos empreendimentos.
O mercado de escritórios de classe A+, A e B saiu de uma vacância de 14,6% no primeiro trimestre de 2020 para um pico de 22,5% em pouco mais de um ano - um aumento de 7,9 pontos percentuais (p.p.). Atualmente, a cidade apresenta uma taxa de vacância de 21%.

Quem sofreu e quem se recuperou?
A região da Marginal Pinheiros foi uma das mais impactadas pela pandemia. No primeiro trimestre de 2020, sua taxa de vacância era de 28,4%. No auge da crise, no terceiro trimestre de 2021, esse índice subiu para 41,1%. Desde então, a recuperação tem sido lenta, com variação de apenas 0,1 p.p.
Durante esse período, a Marginal Pinheiros não recebeu um volume significativo de novos empreendimentos. Foram entregues 40 mil m² no total, distribuídos entre 18 mil m² em 2021, 8,5 mil m² em 2023 e 13 mil m² em 2024.
Outra região que sentiu fortemente os impactos foi a Chucri Zaidan, que, além da pandemia, também recebeu um estoque expressivo de novos empreendimentos. No primeiro trimestre de 2020, a vacância era de 16,8%, mas em 2021 esse índice dobrou, atingindo 32,9%. Apesar disso, a região vem demonstrando recuperação e, atualmente, registra uma taxa de 21,2%.
Por: SiiLA
Já a Faria Lima, uma das principais regiões de escritórios no país, apresentou também uma recuperação, mesmo não atingindo os números do pré-pandemia. Antes do lockdown e das medidas sanitárias, a região possuía uma vacância de 7,4%, após isso, em 2021, atingiu 11,9% e hoje está em 9%, uma melhora de quase 3 p.p. em relação ao auge da pandemia.
Regiões em recuperação
Três regiões se destacam no levantamento: duas por retornarem aos níveis pré-pandemia e uma por apresentar uma vacância ainda menor.
A Berrini, que tinha uma vacância de 17,9% antes da pandemia e atingiu 26,6% no auge da crise, hoje registra 18,2%, praticamente o mesmo patamar de 2020. Situação semelhante ocorre na região do Paraíso, que saiu de 16,9% no primeiro trimestre de 2020 para 30,7% em 2021, mas agora está em 17,8%.
O principal destaque, no entanto, é Moema. Em 2020, a região tinha uma vacância de 22,9%, que subiu para 28% em 2021. Hoje, o índice está em 21,8%, abaixo do registrado antes da pandemia, demonstrando uma recuperação mais acelerada.